Publicado por: criscante em: 20/05/2011
Quando professora, uma das minhas frases mais ditas aos pais antes de avisar que seus filhos se machucaram, é:
A gente sabe que criança uma hora ou outra se machuca e sempre tentamos evitar, mas acabou acontecendo.
Porém quando ouvi esta frase de uma enfermeira que tentava me acalmar, ela me pareceu muito sem sentido…
Pois bem. Era um lindo de sol e resolvemos passear de bicicleta e acabamos nos acidentando. O Guilherme quebrou um osso da mão e eu acabei com uma luxação no ombro e outra no pulso. Passamos o dia entre raio x, tomografia, gaze, gesso e muitas recomendações. Meu príncipe apenas dizia “mi mão, mi mão, ai, ai”.
Foi colocada uma tala, pois ele fez também um corte entre os dedos o que impossibilitou engessar devido a um sangramento constante. A noite antes de dormir foi um sufoco, ele chorava muito e não podíamos fazer nada. E na manhã seguinte, dia das crianças, lá estava o nosso pequeno se adaptando a sua nova condição.
Apesar do susto, Guilherme lidou muito bem e foi aprendendo a pegar as coisas com a mão direita e o cotovelo esquerdo. E quando tínhamos que tirar as bandagens para higienização do local ele ajudava tirando o esparadrapo e até segurava a tala pra ajudar a colocar de volta. O problema foi ele ter se adaptado tão bem que no dia de retirar a tala ele chorou por que a enfermeira não colocou de volta. E foi chorando até dormir no meu colo: mão dodói.
E depois continuou pegando as coisas com uma mão e o antrebraço, com medo de machucar a mão, mesmo sem a tala. Quase o levei pra fazer fisioterapia, mas nem ao menos conseguir o encaminhamento. Mas isso é uma outra história…
É. Foi um grande susto, mas tudo ficou bem de novo.

Guilherme com braço enfaixado vendo DVD no notebook, todo folgado

Mesmo com o braço enfaixado, esse menino é só alegria.

A tala já não o incomodava mais.