Ops. Essa sumida foi ainda maior né? Correria com a maternidade, faculdade, trabalho… E falta de acesso à internet ultimamente… Do último post pra cá, muita coisa aconteceu e está acontecendo.
O bebê está enorme. Dá vontade de tirar da barriga, apertar, beijar, morder, brincar… e depois devolver pra barriga, deixar guardadinho… rs.
A pergunta que não quer calar: É menino ou menina? Ou como dizem aqui: É piá ou guria? Costumamos dizer que isso el@ vai decidir quando for adulto, rs. Biologicamente é do sexo masculino. Se chamará Guilherme.
Como prometido e muito perguntado a respeito. Pedi pra Cris escrever sobre a operação da Cerclagem, realizada no dia 29 de fevereiro passado. Com a palavra, mamãe Cris:
Chegando no hospital a equipe médica me deu a últimas orientações sobre como seria a cirurgia.
Fiquei no soro até as 4 horas da tarde e fui para o centro cirurgico. Aplicaram uma anestesia - que não fez o efeito esperado - nas costas e por volta das 16h10min iniciaram a cirurgia.
A cirurgiã introduziu um aparelho pelo canal vaginal e tentou deixar visível o colo uterino mas, diferente do que eu pensei, isso foi bastante dolorido.
A cirurgiã era uma aluna, que recebeu todas as orientações desde o início, de sua professora, a Dra. Jaqueline.
O colo uterino foi costurado para que minha gestação possa atingir todo o amadurecimento necessário para o bebê nascer saudável, ou ao menos com maior probabilidade de sobreviver…
Permaneci por 50 minutos na mesa de operação e fui para a enfermaria repousar.
Depois da anestesia, mais 6 horas de jejum (que fome!!).
24 horas de repouso na horizontal (até pra comer. Que chato!!).
Às 22 horas acabou o jejum. Então a enfermeira perguntou se eu estava com fome (claro né!!!).
Passados uns 15 minutos, chega aquela deliciosa sopa de hospital, que tive que comer deitada, sem ajuda…
No mais, ela ainda escreve em seu diário detalhes da estadia no hospital, como o fato de eles fazerem limpeza (varrer, lavar, encerar, barulho…) às 3 horas da madrugada, porque “é o horário onde tem menos pessoas no hospital, nada de visitas, médicos, laboratoristas…”
Lembro de ela me contar sobre a tal anestesia, que não pegou… Ela fez a cirurgia praticamente no seco, sentido todas as agulhadas… Que dó. As médicas tentavam acalmá-la, a anestesia não pegou devido ao seu estado. Ela estava muito nervosa com a situação. Então essa é a dica: quem for fazer cerclagem, manter-se calma! A cirurgia é simples e não tem complicação, o problema é só se você não se acalmar, como a Cris.
O tempo de cirurgia foi de aproximadamente 50 minutos.
Em casa ela passou 10 dias em repouso absoluto, sempre deitada, evitando qualquer tipo de esforço.
Depois dessa fase, a vida volta praticamente ao normal. Agora com 6 meses de gestação, a rotina começa a se modificar. Mais dores. os enjôos voltaram e com freqüência. Cris voltou a repousar mais, tem dificuldade em se abaixar, se vestir, se calçar…
No mais, o bebê cresce saudável, normal, no peso certo e bem sapeca! Hoje a Cris sentiu até como se ele estivesse brincando de bolhinhas no líquido amniótico… hehe.
Ah. E ele já sabe a hora que eu chego em casa! Até acorda a mamãe quando ela está dormindo e eu chego. Sério! É só eu chegar, ele já começa a pular e se remexer todo. A mamãe acorda com a festa na barriga e percebe minha chegada…
É isso. Buscarei não desaparecer de novo. Até a próxima.
